4/16/2008

A Inocência Perdida
















Nas histórias em quadrinhos dos anos 50, os personagens femininos limitavam-se a papéis secundários, apesar dos traços com apelos, sugestivamente, eróticos, conferidos pelos célebres autores comoAlex Raymond com suas mulheres perfeitas e sensuais.
















Alex Raymond (nascido Alexander Gillespie Raymond); 2 de Outubro de 1909, em 1956 foi desenhista dos Estados Unidos, criador de personagens como Rip Kirby (1946) (br.: Nick Holmes), Agente Secreto X-9 (1934) e Flash Gordon (1934). Seu virtuosismo e realismo nos desenhos inspirou o estilo de vários artistas e até muitos anos depois da sua morte, continua a influenciar o trabalho dos artistas de quadrinhos.

Ainda não se podia chamar de erótico aquilo que na verdade era pura inocência ou ingenuidade. Mas assim mesmo, os vovôs dos quadrinhos tinham muita imaginação, levando ao êxtase uma geração de aficionados pelas incríveis ilustrações dos modernos quadrinhos dos anos 50.












Al Capp criou um dos mais populares personagens do século - Lil Abner, nosso querido e inesquecível Ferdinando. Ainda de quebra nos presenteou com as generosas formas de sua bela e sensual Violeta, que atendia a todos os requisitos exigidos ao padrão de beleza feminina da época.















"Al Capp era um caricaturista e cartunista estupendo. Dono de um traço hilariante e de uma arte-final perfeita, com uma valorização dos traços de contorno, principalmente das voluptuosas mulheres de Brejo-Seco.
Criou personagens fantásticos em suas páginas dominicais e nas tiras diárias de centenas de jornais norte-americanos e contou com grandes assistentes como Will Eisner e Frank Frazetta (com quem acabou se desentendendo e brigando para sempre)."









Betty Boop é uma personagem de desenho animado que apareceu nas séries de filmes Talkartoon e Betty Boop, produzidas por Max Fleischer e distribuídas por Paramount Pictures.Betty tinha um jeito de garota independente e provocadora, sempre com as pernas de fora, exibindo uma cinta-liga. Foi em 1930 que a personagem imigrante judaica começou sua "carreira", em Dizzy Dishes, espelhando-se nas divas desta década, ao som de muito jazz. Mas Betty Boop ficou famosa mesmo quando interpretou "Boop-Oop-a Doop-Girl", de Helen Kane, e, enfim, entrou para a história, participando de mais de 100 animações.Entretanto, após 1934, o novo Código de Produção impôs uma censura à personagem. Em nome da moralidade, Betty não poderia mais exibir seus decotes nem suas roupas insinuantes. Acredita-se que o comportamento progressivo da personagem era algo para o qual a população dos Estados Unidos da época não estava preparada para receber. Afinal, eram tempos de Disney e seus bichinhos. Os irmãos Fleischer modificaram a imagem de Betty, vestindo-a até o pescoço. Contudo, mantiveram em evidência o contorno de seus seios sobressaindo das malhas colantes, o que a deixou mais sensual. Em 1939, Betty Boop foi proibida de aparecer nas telas pelo Comitê Moralizador após anos de perseguição.Com a sua enorme sensualidade, Betty foi um grande sucesso nas platéias de teatro, e apesar de ter decaído durante a Década de 1930, ela continua popular atualmente pelo ar de sensualidade. Sua última aparição foi no cinema, em 1984, quando fez uma ponta em Uma Cilada para Roger Rabbit com o mesmo biquinho, as mesmas pernas de fora e cinta-liga aparente que lhe é peculiar.

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