1/28/2015

Lost Girls.


"Deixar todo mundo ver sua sexualidade é assustador", diz Melinda Gebbie
Artista americana fala sobre a obra erótica "Lost Girls", a parceria profissional com o marido e o o preconceito em décadas passadas


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Larissa Drumond, enviada ao Rio de Janeiro




















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Melinda Gebbie é uma das poucas mulheres renomadas
 a figurar o universo das histórias em quadrinhos. Isso bem antes de ser mulher do autor inglês Alan Moore e de criar, em parceria com ele, a graphic novel “Lost Girls”, cujo terceiro e último volume foi lançado em 2006.
A desenhista de São Francisco (EUA), que há uns bons anos vive na Inglaterra, começou na década de 1970 após apresentar seu portfólio para uma artista e ser chamada para integrar a equipe feminina da revista “Wimmen’s Comix”. “Mas, no começo, eu queria ser pintora, nem pensava em ser cartunista”, revela. Pela primeira vez no Brasil, ela conduziu uma palestra sobre quadrinhos britânicos na primeira edição da Rio Comic Con – ao lado de Kevin O’Neill, de “A Liga Extraordinária”.
Baixa, com longos cabelos grisalhos, tênis de corrida e um sorriso acolhedor por trás de resquícios de batom vermelho – que chega facilmente, mesmo sofrendo com o calor carioca. Melinda falou ao iG sobre a parceria com o marido, o preconceito por ser mulher e ainda se aventurar na HQ underground – e, claro, sobre “Lost Girls”, obra em que Wendy, Dorothy e Alice já são adultas e vivem tórridas experiências sexuais.

iG: Como “Lost Girls” foi idealizado? 
Melinda Gebbie: Nós fomos convidados para trabalhar na mesma história em quadrinhos e sentamos para decidir como seria. É um livro pornográfico, com arte e escrita eróticas. O projeto das páginas que faríamos juntos foi cancelado, então nós continuamos dialogando e, como já tínhamos feito livros longos, Alan perguntou o que eu gostaria de fazer. Eu disse que a fórmula seria uma história sobre três mulheres. Ele contou que sempre quis fazer uma história erótica sobre Peter Pan. E, então, pensei em Wendy, de "Peter Pan", Dorothy, de “O Mágico de Oz”, e Alice, de “Alice no País das Maravilhas”. Foi assim que tudo começou.
iG: Qual é o diferencial em fazer quadrinhos eróticos?
Melinda Gebbie: Você deixa todo mundo ver sua sexualidade, o que é muito revelador e assustador.
iG: Você já sentiu algum preconceito por ser uma das poucas mulheres nesse meio?
Melinda Gebbie: Eu costumava sofrer preconceito muito tempo atrás, quando fazia quadrinhos underground. Mulheres cartunistas não desistiam por causa dos homens, mas nosso publisher dizia que éramos sortudas por termos nossos trabalhos publicados, como se fosse um favor.
iG: Você acha que essa realidade já mudou?
Melinda Gebbie: Eu não sei, porque não conheço muitas cartunistas mulheres. Mas acredito que sim, já que agora é mais fácil de o público em geral apreciar o trabalho delas, principalmente se forem mainstream. Nós estávamos em outra situação, porque éramos underground.
iG: Você tem algum ídolo que a inspirou no começo?
Melinda Gebbie: No começo, eu queria ser responsável pela arte final. Queria ser pintora, nem pensava em ser cartunista! Mas posso dizer que as paródias de "Mad" me inspiraram.
iG: Do que você mais gosta durante o processo de criação?Melinda Gebbie: Adoro a parte editorial, de pensar nos personagens, tanto físico como emocionalmente. Também gosto de fazer o desenho a lápis e passar o nanquim, etapa em que tudo está mais definido.

iG: Você já foi censurada por conta do caráter erótico?
Melinda Gebbie: Tem uma história engraçada. Quando eu era mais nova, fui procurar emprego numa editora de livros infantis. Levei meu portfólio com os desenhos, o contratador fez uma cara de espanto e disse: “Você sabe que não vai poder fazer esse tipo de desenho aqui, certo?” Virou as páginas e chamou os outros que estavam por perto para ver também. No fim, ele disse: “Muito bom, mas é melhor você voltar outra hora”.

11/24/2014



Quadrinhos Eróticos…entre a pornografia e o erotismo



É preciso aprender a diferenciar a pornografia do erotismo. No caso dos Quadrinhos essa distinção é quase óbvia, pois o quadrinho erótico de autor apresenta uma qualidade inconfundível. Nos desenhos de inegável qualidade artística, no estilo próprio e na concepção estética dos gênios criativos de Manara, Crepax ou Pichard, só para falar dos mais conhecidos. A criatividade não deve limitar-se ao grafismo mas deve ser extensiva ao roteiro e ao enredo das histórias. No entanto, não existe uma regra, nada é absoluto, pois conceitos de estética e de bom gosto são relativos e inerentes à individualidade e ao repertório cultural das massas ou das elites. Neste sentido, tomei a iniciativa de divulgar alguns textos importantes já disponibilizados na web. Compartilhem comigo o primeiro deles.

Pornografia e erotismo nas Histórias em Quadrinhos

Erotismo ou pornografia, um dilema ou silogismo disjuntivo que sempre é trazido à baila quando se trata do tema dos QUADRINHOS ERÓTICOS.Uma primeira distinção a fazer-se é de cunho etimológico, haja vista que o termo PORNÔ tem origem no idioma grego, traduzindo-se por PROSTITUTA.Ora, a prostituta vende sexo, lucra com seu corpo; do mesmo modo, pode-se dizer que o Quadrinho, bem como qualquer manifestação cultural adjetivável como pertencente à categoria pornográfica, teria sido produzia objetivando tão somente o lucro fácil e imediato, constituindo-se numa produção meramente comercial.Disto percebe-se a impossibilidade de existência de uma Quadrinho de autor pornográfico, cabendo tal adjetivação apenas ao dito Quadrinho de linha de montagem, Quadrinho comercial ou industrial, feito por equipes anônimas com o fito econômico em mente, pasteurizado e ascético, impessoal, com imagens explícitas.Por outro lado, o Quadrinho de autor, a exemplo do cinema de autor, poderia ser adjetivado de erótico.No Quadrinho erótico de autor, encontra-se o estilo, as posições políticas, estéticas, as preferências sexuais do autor, reflete a personalidade do artista, é pessoal como o trabalho de um Crepax, Pichard, Manara.São obras de arte nas quais se sente a presença, a mão, a mensagem do artista que as criou, o que permite a identificação, o encontro do leitor com seu autor preferido por meio da obra quadrinhizada.Flávio Calazans – Publicado em 22.09.2003

8/30/2014

Claudia Christiani é uma fina e recatada dama da alta sociedade. Sexualmente reprimida, reage com repulsa ao assédio dos homens, especialmente ao do doutor Fez, um amigo de seu marido. Porém o que ela não imagina é que existe uma máquina capaz de encher de luxúria até mesmo a mais fria das criaturas. Com uma pequena ajuda - não exatamente requerida - do velho Fez, Claudia logo se...



8/24/2014

7/06/2014


hqe por Valentinepaz

Bem-vindo ao Universo dos Quadrinhos Eróticos e Adultos

6/06/2014

5/20/2014

Qual a personagem mais sexy das Histórias em quadrinhos?
                                Via Uol



5/12/2014

EROTIC COMICs

Uma visão geral do erotismo e pornografia adulta em quadrinhos


Na Inglaterra, os quadrinhos eróticos "Janet at War" por Norman Pett, ajudaram a levantar a moral dos soldado britânicos durante a segunda guerra mundial.

Os Melhores quadrinhos eróticos por grandes artistas

5/04/2014

Azul é a cor mais quente

“Azul é a cor mais quente”

Confira as ilustrações da HQ que inspirou o longa
Clémentine tinha 15 anos quando avistou Emma na rua pela primeira vez entre transeuntes apressados. Apesar de lutar contra o turbilhão de sensações que lhe vinham à tona cada vez que pensava na misteriosa Emma e seus cabelos azuis, Clémentine sabia que não poderia controlar seus desejos por muito tempo. Enfrentando os olhares alheios e a moral vigente, Clém entrega-se a essa intensa relação, descobrindo sua sexualidade e seu lugar no mundo.
É esse o enredo da história em quadrinhos adulta Azul é a cor mais quente (Le bleu est une couleur chaude). A obra, escrita e desenhada pela francesa Julie Maroh, serviu de inspiração para o longa vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes deste ano, La vie d’Adele (Azul é a cor mais quente) do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche.
Desde a estreia em Cannes, onde foi bem recebido, o  filme causou alvoroço por conter longas e picantes cenas de sexo protagonizadas por Adèle Exarchopoulos, atriz que interpreta Adèle – a Clémentine dos quadrinhos – e Léa Seydoux, que vive Emma.





5/03/2014


Quadrinhos: Revolução, Milo Manara



Kay é uma dançarina profissional que vai participar de um teste para um programa televisivo e, durante a ´´entrevista´´ com o diretor artístico, é seqüestrada por um grupo revolucionário. Enquanto isso, do outro lado da cidade, um redivivo Robespierre está realizando uma nova Revolução Francesa, onde as cabeças que rolam da guilhotina não são mais as de uma nobreza corrupta, mas sim as de todo um novo Olimpo televisivo: jornalistas, diretores, publicitários, ninguém escapa da voraz máquina de matar. Kay precisa usar toda a sua habilidade corporal e sua sensualidade para poder salvar seu pescocinho.
Além do refinado traço de Milo Manara, Revolução oferece uma crítica contundente ao sistema de celebridades televisivas que toma nosso cotidiano, atingindo tanto o público fã do quadrinho erótico europeu quanto o leitor interessado na crítica das mídias modernas.




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